Algumas vezes a razão da minha infelicidade é tão óbvia que eu preciso esconder de mim mesma os meus motivos para não ferir outras pessoas. Distância não resolve problemas; tempo não cura feridas. Agora, tudo aquilo que as pessoas me diziam há um ano e dois meses atrás está fazendo sentido. Carência é problema, e não ajuda se você estiver sozinho. Como fazer para tomar uma decisão pensando em seu bem estar sem machucar outra pessoa? Como descobrir se é amor de verdade, amor que aguenta longos períodos isolados, ou se é apenas apego e medo de nunca mais encontrar alguém? Eu já penso em tudo isso, e eu tenho apenas dezoito anos! Alguma coisa precisa ser feita! Meu coração está tão aflito! Tenho um nó instalado em minha garganta desde que tudo isso começou. Desde que, sob promessas, faríamos com que a nossa relação durasse para a vida inteira! Desde que, naquele mágico mês de Setembro, eu vi a vida sorrir para mim e abrir uma frestinha da porta da felicidade! Meu Deus, o quê eu faço? Como driblar a tristeza, mesmo quando estamos juntos, sendo que a certeza da separação demográfica apunhala meu peito a cada respiração? Eu não estou mais conseguindo lidar com isso! Como terminar tudo e esquecer todos os bons momentos, tudo aquilo que aprendemos um com o outro...? Como não se sentir ingrato e cruel numa situação dessas? Como? Como?