Eu queria tanto ser feliz, queria tanto que a minha vida se movesse com mais ligeireza que o meu sangue parou e a pressão caiu. Era o desmaio da alma consciente; a experiência de quase morte do coração aflito. Abri a boca e soprei a ânsia para fora. Vi o ar de meus pulmões desaparecer sob a neblina da ignorância humana. Deveria eu desistir de lutar? Ou seja, deveria eu negligenciar minha visão futurista e ser conivente com as grades dos homens? Pois, não! Gritarei o mais alto que puder em nome da liberdade de pensamento, de atitude. Quebrarei todas as janelas que puder. Para quê uma vida sistemática? Para quê horários, para quê regras? Sendo eu dona de mim, é aceitavelmente lógico que eu possua o poder de tomar minhas próprias decisões. E, digo mais, este direito não é só meu. Vale a pena arriscar, vale a pena mostrar o que se é ao mundo e, principalmente, a si mesmo. Conhece-te a ti mesmo! Torna-te quem tu és! Saia do casulo e enxergue além daquilo que te ensinaram a ver! Eu suplico! Minha vida, mais, minha sanidade depende disto!