quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Sábios são os Jacarés...

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Relato

Quando a vida começa a tomar rumo só nos resta rir de nossa ignorância. Tanto tempo de resistência para, no final, ser levado às forças por algo que não sabe sabe o quê é, mas que tem uma força mil vezes maior do que a sua. Por quê? Cá estou eu, na Cidade Maravilhosa que, na verdade, não é assim tão maravilhosa, vivendo o que muitos julgam "supérfluo". Eu deveria estar estudando, fazendo uma faculdade, ralando num emprego... não! Minha escolha não foi a mais fácil, mas até agora é a única que está me fazendo feliz. Com essas bossas de vida adolescente/adulta eu me preocupo depois.
Estou cuidando de mim. Estou fazendo tudo o que eu sempre quis com pessoas que eu jamais imaginei conhecer. Estou aproveitando sim, mas ao mesmo tempo planejo algo maior, algo que ninguém esperaria de mim. Ah, eu era tão boba, previsível. Vesti um capuz de sobriedade e me fingi de sábia, mas eu nunca consegui esconder por completo a minha verdadeira face. Penso agora: não faz sentido eu estar me confessando. De fato, eu sempre soube lidar com as consequências  daquilo que eu fazia. Hum, tudo está perdendo o sentido. Perdi a linha de raciocínio. Perdi o fio da meada.

Encerro, mas sem vontade de encerrar; parto, mas a minha única vontade é não sair do lugar aonde estou.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Problema

Eu sempre tive tanto para falar que acabei me esquecendo de que palavras, por si só, não resolvem problemas. Nem ações. Nem fatos. Nada. Nada realmente muda, mesmo que tudo mais diga o contrário. Eu continuarei sendo sempre eu; ele continuará sendo, sempre e infelizmente, ele. Não sei se foi por isso que eu me apaixonei. Pela admiração que ele tinha por mim, pelo que minha alma queria que meus olhos enxergassem. No fundo, acho que nunca nos amamos de verdade. Não vou dizer que foi fácil, porque não é, e não espero que isso passe logo, com um porre ou com outro "amor". Tínhamos tudo, mas ao mesmo tempo não tínhamos nada. Uma relação que cresce em cima de promessas feitas pela ação verbal, e não pelo sentimento, tende sempre à acabar, fria, insustentável e dilaceradora. Eu morro com esse frio e me culpo por não conseguir sustentar o que prometi à nós. E, na minha queda em espiral, eu me sinto dilacerada por ventos cortantes que me lembram de cenas do passado, cenas que surgiram por minhas ações, cenas que mentiram por minha influência emocional. Emocional, definitivamente, é algo ainda em construção dentro de mim. A desordem é tanta que não é possível distinguir os pedaços de Verônica dos pedaços de vidas externas. No fim das contas, eu não estava pronta. No fim das contas, ele também não estava. E eu não culpo ninguém além de mim mesma. Eu o amo, mas o amor não é mais suficiente. Eu o quero perto, mas o querer não pode mais ser justificado com ligações interurbanas. E dito isto, me explico: fui eu quem começou esta história, e cabe a mim ditar quando ela termina. E, honestamente, eu ainda não sei dizer se é o momento.
A única coisa que eu quero é viver o meu desgosto e a minha delícia em paz, longe dele. Quem sabe, longe de mim mesma.

Desplugue sua mente.

Desplugue sua mente.
Viva a vida fora da prisão eletrônica.