segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Euforia

Pela primeira vez em semanas sinto que meu chão foi devolvido à sola de meus pés. Meu sorriso - eu quase havia me esquecido como contrair os músculos faciais para mostrar os dentes - abre-se a ponto de atravessar as laterais de minhas bochechas. Descrever esse sentimento? Não, não quero limitá-lo, não quero que a magia acabe por conta de minha euforia excessiva. O que tem de mais rir à toa? Acho que nada. Talvez eu tenha criado um trono de alegria para mim mesma e agora seja difícil agir com racionalidade para não me decepcionar quando os meus motivos acabarem. Creio que a tal maturidade me encontrou um pouco antes da maioridade - como se idade fosse sinônimo de responsabilidade! Qual o sentido disto que escrevo? Hahaha! Rio disto, e rio de mim mesma, inclusive e principalmente. Quando a excitação com essa nova situação que eu me permiti viver acabar vou voltar a raciocinar como antes, vou voltar a pesar os acontecimentos como eles realmente são, e se possível sem a interferência de sentimentos bobos. O fato é que eu estou tão feliz que meu corpo transborda esse pó alucinógeno de ferormônios às pampas, em quantidades tão grandes capazes de matar alguém de overdose. Bem, vou-me.
Até quando a euforia acabar (:

Desplugue sua mente.

Desplugue sua mente.
Viva a vida fora da prisão eletrônica.