Despejo todos os dias descargas de ideias infames que preenchem um espaço vazio no vácuo. Nada parece fazer sentido, entretanto a desordem material e mental parece incentivar cada vez mais as minhas atividades cerebrais numa velocidade invisível de partículas atômicas minúsculas. O segredo é não parar de escrever; não parar de pensar. Arrumar espaço para qualquer ideia, maluca ou tola, que vier à cabeça. Analise sua memória auditiva, paladar; examine seu tato e suas lembranças visuais. Enquanto houver pensamento haverá palavras, prontas ou não, coesas ou não. Apenas vá escrevendo. A mente humana não vê limites, além do físico, para a demonstração artística de pensamentos vazios cheios de cores de ideias. Vai emergir naturalmente da superfície encefálica o nódulo do apogeu mental. Se tiver de vir, deixe que venha. Sempre haverá, no final, uma cama para que a massa cinzenta repouse após o trabalho duro de ser escritor.