Humanos e seus eternos joguinhos de poder... o subconsciente intelectual é quase tão perverso quanto o próprio caráter - ou a falta dele. Afinal, para quê governar decentemente quando se pode abusar do poder para impor aquilo que é conveniente? Mesmo que dentro de mim haja repugnância, não faz o menor sentido discutir com alguém que não foi educado para tanto. E nem falo da educação cívica, aquela que aprendemos, teoricamente, em casa. Me refiro às algemas cerebrais, aquelas que são implantadas quando o Sistema nos obriga a iniciar a primeira série primária e seguir, pelo resto da vida, uma rotina dividida entre obrigações, estudos e compromisso familiar.
Seres humanos não são mais seres humanos, são máquinas criadas para o trabalho e obediência. Oferece-se um falso conhecimento, uma falsa moral, e todos nós, formandos, alimentamos a esperança de um bom futuro, de uma dignidade inexistente. É pena que apenas alguns poucos despertos compreendam o que realmente acontece por detrás das máscaras bonitas que se apresentam a todo tempo neste picadeiro que é a educação brasileira. O Sistema orgulha-se de seus resultados medíocres, quando, na verdade, ignora-se o único ponto realmente interessante, denominado por alguns como auto conhecimento. Subjuga-se a importância das experiências práticas - sejam elas boas ou más - e impõe-se um cronograma no mínimo ridículo de boa conduta escolar e social. Dessa forma, doma-se os cavalos/estudantes para que, no desenrolar da política educacional, reine apenas o comodismo e a ganância.
Sorte minha, que não deixei a ignorância do Sistema cegar meus olhos científicos. Sorte de toda a escola em que me encontro no atual momento, pois este assunto não passará em branco. Para começar uma revolução é necessário o plantio de pequenas sementes, e esta tarefa já está firmada na prática. O próximo passo será encontrar-me com o digníssimo senhor Diretor, e ouvir as ideias de sua mente limitada. Ele mesmo não passa de mais uma cobaia de um sistema que privilegia os aliados e faz amarras sociais para evitar a ''desordem''. Minha opinião é imutável. Revolução, uma das poucas, porém, eficientes armas daqueles que foram ignorados pelos ouvidos doentios que se recusaram a escutar.
Não é o "movimento estudantil" dominado pelo veneno do marxismo que vai mudar isso.
ResponderExcluir