sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Medo

Eu não quero desperdiçar a minha vida. Tenho tanto medo de tomar as decisões erradas que meu desejo de ser livre é constantemente abafado pela minha insegurança. É como se eu precisasse fixar minhas raízes e me segurar, bem firme, ao chão. Eu preciso dessa segurança, não sei por quê. Pensando melhor, talvez seja bom para mim sair da Vila e respirar os ares da Capital. Mas, e os meus planos anteriores? E os compromissos que eu assumi? Não que, necessariamente, eu tenha que rompê-los, mas no meu mundo embaralhado ter uma segunda, as vezes até uma terceira e quarta opções, ajudariam bastante. O que faço? Confusão, confusão. Eu não sei pra onde ir, só sei que não quero ficar aqui sozinha. De onde vem esse medo? Se eu conseguir superá-lo essa agonia irritante deixará de existir em meu peito? Filosoficamente falando, é impossível prever o futuro. Toda aquela conversa de que a vida é um jogo de apostas me encheu tanto que parece até que eu estaquei. Eu não era assim, tão medrosa. Será que isso está acontecendo por que, a cada dia que passa, a responsabilidade sobre a minha própria vida será, finalmente, entregue em minhas mãos?


Acho que vou fumar um cigarro. Talvez a fumaça tóxica ajude meu intelecto a vaguear/raciocinar novas soluções para minha aflição.

Desplugue sua mente.

Desplugue sua mente.
Viva a vida fora da prisão eletrônica.