Quando a vida começa a tomar rumo só nos resta rir de nossa ignorância. Tanto tempo de resistência para, no final, ser levado às forças por algo que não sabe sabe o quê é, mas que tem uma força mil vezes maior do que a sua. Por quê? Cá estou eu, na Cidade Maravilhosa que, na verdade, não é assim tão maravilhosa, vivendo o que muitos julgam "supérfluo". Eu deveria estar estudando, fazendo uma faculdade, ralando num emprego... não! Minha escolha não foi a mais fácil, mas até agora é a única que está me fazendo feliz. Com essas bossas de vida adolescente/adulta eu me preocupo depois.
Estou cuidando de mim. Estou fazendo tudo o que eu sempre quis com pessoas que eu jamais imaginei conhecer. Estou aproveitando sim, mas ao mesmo tempo planejo algo maior, algo que ninguém esperaria de mim. Ah, eu era tão boba, previsível. Vesti um capuz de sobriedade e me fingi de sábia, mas eu nunca consegui esconder por completo a minha verdadeira face. Penso agora: não faz sentido eu estar me confessando. De fato, eu sempre soube lidar com as consequências daquilo que eu fazia. Hum, tudo está perdendo o sentido. Perdi a linha de raciocínio. Perdi o fio da meada.
Encerro, mas sem vontade de encerrar; parto, mas a minha única vontade é não sair do lugar aonde estou.