sábado, 15 de agosto de 2009

Fazendo compras no Supermercado

Que eu sou uma pessoa semi-claustrofóbica a nação inteira já sabe, mas existe uma coisa sobre mim que eu nunca contei a ninguém: eu odeio supermercados. A cada dia que passa, a cada vez que eu sou forçada a empurrar um carrinho lotado por entre corredores apertados, mamães gordas e suas crianças remelentas seguidas de suas avós reumáticas, tenho menos vontade de voltar nesses lugares. Na verdade, existe uma saída. Há supermercados maiores e horários com menor lotação, mas não, tinha que ser idéia da minha Amada Progenitora fazer compras num sábado à noite, horário em que todo mundo que trabalha durante a semana resolve se enfiar dentro de um galpão e disputar por carrinhos, filas nos caixas e por aquele pedaço ma-ra-vi-lho-so de costela que está na promoção, tudo em nome do bem do churrasco do domingão regado à Fausto Silva e convidados. Argh, de vez em quando os brasileiros me irritam, especialmente aqueles que tinham na infância o péssimo hábito de não frequentar a escola para jogar bolinha de gude na casa do coleguinha barrigudo. Não, eu não tenho paciência para fazer compras, pelo menos não num lugar onde as pessoas insistem em ficar aglomeradas mesmo com um alerta de doença altamente contagiosa sendo anunciado nas rádios e televisões. Ah não, não e não! Me peça para fazer qualquer coisa, menos para fazer compras num dia de promoção no horti-fruti ou no açougue. Aí já é tortura. E tortura é apelação.

Desplugue sua mente.

Desplugue sua mente.
Viva a vida fora da prisão eletrônica.